sábado, 12 de julho de 2008

Mito de Criação Grego: Teogonia (parte 1)

Teogonia é o poema Mitológico de Hesíodo, poeta do séc. VII a.C, que narra o nascimento dos Deuses e os reinados de Urano, Crono e Zeus.

Para contar o Mito o poeta evocava as musas. Evocando as musas ele tinha acesso direto aos acontecimentos que evocava e entrava em contato com o outro mundo, o mundo dos Deuses.


Hesíodo, para contar o mito de criação grego, evocava as musas:


"Pelas Musas heliconíades comecemos a cantar. Elas têm grande e divino monte Hélicon, em volta da fonte violácea com pés suaves dançam e do altar do bem forte filho de Crono. Banharam a terna pele no Permesso ou na fonte do Cavalo ou no Olmio divino e irrompendo com os pés fizeram coros belos ardentes no ápice do Hélicon. Daí precipitando-se ocultas por muita névoa vão em renques noturnos lançado belíssima voz(...)" (Hesíodo, Teogonia)


Mito de Criação Grego: Teogonia


No ínicio tudo é Caos, uma imensa confusão onde tudo é indistinto. Depois surge a Terra - Gáia Deusa da terra, da terra subterrânea – a primeira demarcação de algo definido, firme e limitado. Depois aparece o Tártaro nevoento, que será após a definição do mundo o representante do caos primordial e que se colocará abaixo de Gáia. Posteriormente ao surgimento do Caos e da Terra nasce Eros, o amor primordial. E do Caos surge Érebos e Noite e da Noite e Érebos nascem Éter e Dia. E Gáia fez nascer de si própria o Céu (Urano), as Montanhas, o Mar e todas as águas.


Urano estava o tempo todo sobre Gáia num coito ininterrupto. Unida ao Céu, Terra acaba grávida de: Coiós, Crios, Hipérion, Jápeto, Teia, Réia, Têmis, Memória, Tétis e Crono, estes foram, mais tarde, nomeados pelo pai de Titãs e Titânidas. Gáia engravidou ainda de Trovão, Relâmpago e Arges, os Ciclopes. E ainda de Cotos, Briareu e Giges, os Cem-Braços.


Todos os filhos estavam presos no ventre de Gáia, pois o pai não dava espaço para que ela pudessem pari-los.




Sentindo muitas dores e furiosa por reter em seu ventre Titãs, Ciclopes e Cem-Braços. Gaía forja um plano para livra-se de Urano e fazer vir à luz seus filhos. Para isso ela os convoca à executar tal ardiu.


"Filhos meus e do pai estólio, se quiserdes ter-me fé, puniremos o maligno ultraje de vosso pai, pois ele tramou antes obras indgnas"


De todos os filhos, é de Crono, o mais moço, a coragem para castrar o pai, liberar a mãe de suas dores e pôr em liberdade seus irmãos.
"Mãe, isto eu prometo e cumprirei a obra, porque nefado não me importa o nosso pai, pois ele tramou antes obras indignas".

De posse da foice dentada, fabricada nas entranhas de Gáia, Crono põe-se de tocaia e ceifa o membro viril do pai lançando-o a esmo para trás. Dos respingos de sangue do membro amputado de Urano nascem as Erínias (instrumentos da vingaça, punição famíliar, que fazem com que o Crime se repita.), os Gigantes e as Ninfas chamadas Freixos.


E da espuma do membro lançado ao mar nasce a bela Deusa Afrodite.


"Afrodite Deusa nascida da espuma e bem-coroada Citeréia apelidaram homens e Deuses, porque da espuma criou-se e Citeréia porque tocou Citera, Cípria porque nasceu na undosa Chipre, e Amor-do-pênis porque saiu do pênis à luz."


Reinado de Crono


Destronado Urano, agora é Crono o Rei do Universo. Ele uni-se a Réia e também tem seus filhos, porém cada vez que o filho saía do ventre da mãe devorava-o o pai temendo ser também destronado por seus filhos.

"E engoli-os o grande Crono tão logo cada um do ventre sagrado da mãe descia aos joelhos, tramando-o para que outro dos magníficos Uranidas não tivesse entre os imortais a honra de rei." Réia descontente com a atitude de Crono junta-se com Gáia e planejam uma artimanha para que o filho caçula também não fosse devorado pelo pai.

Réia dá a luz a Zeus secretamente, numa gruta, deixando o menino Deus sob os cuidados de seres divinos para que Crono de nada desconfie.


Para Crono, Réia ofereceu uma pedra enrolada em cueiros, e Crono "tomando-a na mão meteu-a ventre abaixo".

E enquanto isso Zeus cresce em graça, beleza e força. E ao chegar em idade de tomar posse do trono, ajudado por Gáia e Réia fez Crono tomar um phármakon, na verdade um vomitório, que o fez lançar para fora primeiro a pedra, por último engolida, seguida dos irmãos divinos de Zeus em ordem decrescente do devoramento.






Um comentário:

Micos Nubassos disse...

Legal me ajudou na pesquisa de historia